Hora do Café

Thursday, February 23, 2006

É duro ser teimosa!

No meio de janeiro (em um dia que felizmente eu esqueci) foram postos à venda os ingressos para o show do U2. Vamos recapitular: eu sou a-l-u-c-i-n-a-d-a por duas bandas; Pearl Jam (que inclusive ir ao show em dezembro de 2005, foi uma das coisas mais sensacionais que eu já fiz) e U2. Muito bem, em 1998 quando o U2 veio ao Brasil, eu me arrependi profundamente de não ter ido, mas vá lá, as coisas eram diferentes, eu tinha 16 anos , o show era caro e eu não tive muita opção. Em 2006 tudo seria muito diferente, não fosse um detalhe, no primeiro dia de venda dos ingressos meu namorado ficou 12 horas na fila (vê se tem cabimento ficar 12h numa fila pra pagar R$ 200,00 por um ingresso) e saiu de lá de mãos abanando... No final da noite daquele dia, antes de receber a notícia que os ingressos não seriam comprados, eu fui encontrar com ele lá e vi cenas dignas de rebeliões em presídios. Pessoas jogando todo tipo de objetos nos guichês do Pão de Açúcar, brigando com policiais, gritando pelo nome do concorrente da rede de supermercados, sem lembrar, no entanto, que os responsáveis pela organização daquela baderna era a empresa incompetente de um tal de Alexandre Accioly...
Bom, eu estava disposta a deixar o show da banda para trás depois de me sentir uma completa idiota com essa palhaçada toda, imagine: você paga uma soma exorbitante pra ir a um show e ainda recebe esse tipo de tratamento? Não dá, pra mim não dá!
O fato é que por esses e outros motivos eu realmente não fui ao show... e agora mal consigo ouvir U2 no rádio que me dá uma tristeza... eu vi o show pela TV e infelizmente aconteceu o que eu mais temia, me arrependi de novo! Droga!
De todo jeito não poderia deixa de expor minha indignação com tamanha falta de talento para organizar eventos! Vou esperar que o U2 volte e que da próxima vez não exista nenhum Accioly no meio da organização, se não acho que prefiro ir até a Irlanda e assistir o espetáculo por lá mesmo!

P.S. Accioly, vá você e a sua equipe organizar batizados, quem sabe vocês aprendem alguma coisa! Quem não sabe, não faz, ou aprende e faz!!

Tuesday, December 20, 2005

Pra que meu deus? pra que?

Gozado isso das pessoas usarem fax, taí um troço que me irrita, existe e-mail, telefone, carta, sei lá tantas maneiras de enviar documentos e informações, porque raios tem que ser por fax?
-Alô
-Alô, boa tarde, por gentileza o sinal de fax?
-Ah sim, só um minutinho...

Tãnãnãnãaaaachiiiiiiiiiitãnãnãnãaaaaaaaaaachiiiiiiiiiiiiiiii

Aiii insuportável...

Isso quando você não tem uma linha só pra fax, as coisas vão chegando e vc nem se dá conta, aí o aprelho de fax vai cuspindo as folhas no chão, maior baderna...

Deus me livre, nada como um: fulano@xxxxx.com.br

Tuesday, July 19, 2005

Folhetins...

Esses dias terminei de ler "O Anjo Pornográfico", livro excelente que conta a história da vida do Nelson Rodrigues e de sua trágica família, o biógrafo é Ruy Castro e a maneira como ele escreve é tão envolvente, vale muito a pena!

Bom , mas de todo jeito, não era exatamente isso que eu pretendia comentar, a pauta em questão hoje são os folhetins, Nelson Rodrigues escreveu muitos deles, em diversos jornais. Inclusive os famosos episódios de "A vida como ela é" e eu na minha humilde posição de questionadora do pensamento coletivo, ficava me perguntando porque os folhetins de Nelson Rodrigues fizeram tanto sucesso. Veja, os temas eram todos ligados à comportamentos ditos "repulsivos" pela sociedade da época (e se você quer saber, acho que até pela sociedade de hoje), coisas como adultério, incestos, crimes hediondos, entre outros. No entanto, milhares de exemplares a mais eram exigidos aos jornais em função da curiosidade do povo em relação aos tais temas tão chocantes...

Para avançar um pouco no tempo e tentar explicar o que entendo pela 'curiosidade do povo' conto, mais uma vez, a minha experiência: nas minhas andanças pela blogosfera descobri o blog do Pecus, que inclusive está em um link lá no frankamente, o cidadão escreve uma espécie de folhetim em sua página, um capítulo por dia de uma história banal de traição que se passa nos dias de hoje e é ambientada na cidade de São Paulo... Pois muito bem, apesar da 'banalidade', todo dia eu e todas as outras pessoas que deixam seus cometários sobre os capítulos, ficamos esperando pelo próximo passo na história. Putz precisa ver, é impressionante todo santo dia eu abro o blog do cidadão pra ver se ele já postou. Tá bom que o autor é bom, escreve bem e tudo mais, mas o principal é que acho que as histórias dos folhetins são muito mais comuns às nossas vidas do que pensamos e as situações mexem com o nosso imaginário, é besta mesmo, como se a gente ficasse achando que tal situação pudesse acontecer em nossas vidas e em como reagiríamos...

Deve ser a mesma coisa com as novelas né... :P

Tuesday, July 12, 2005

A sopa

Hoje o dia amanheceu esquisito, uma névoa branca, bem branquinha, daquelas que dizem que quando aparece é que vai fazer Sol, eu acredito nisso... E fez, aliás, está Sol, um belo dia, enolarado, frio mas ensolarado e eu estou aqui mais uma vez perdida em meus pensamentos, que de tanto pensados ficam até sem sentido...

Imagine o seguinte: você acha que hoje não é um bom dia para comer sopa, embora saiba que é isso que vai ter quando chegar em casa, se você tem alguém que faça a comida pra você, teria a chance a de pedir para que hoje não tivesse sopa ou então, para que separassem alguma outra coisa para você, ou ainda, que você poderia simplesmente se conformar e comer a tal sopa, afinal ela estaria gostosa mesmo e te deixaria quentinho, já que o dia, apesar do Sol, está frio. É isso: VIRAM? Quantos e quantos pensamentos nós podemos ter sobre uma reles sopa? E esse é o grande problema, ou o grande vício eu tenho esse emaranhado de pensamentos sobre tudo, absolutamente tudo e aí demoro uma eternidade para escolher entre alguma opção... Que nunca é a certa (na minha cabeça) porque se existiam tantas outras alternativas...

É mais ou menos o que acontece com o personagem do "Quarteto Fantástico", aquele que se estica todo e é o líder da trupe, ele pensa muito e analisa todas as possibilidades, todas. Enquanto isso os amigos esperam por uma solução e ele só consegue finalmente resolver tudo, quando entende que precisa agir mais e pensar menos. Um dia eu chego lá... E aí será que eu viro líder dos super-heróis?

Tuesday, July 05, 2005

Blogosfera

Certo dia recebi um texto por e-mail, desses que a gente recebe sempre, pode ser do Arnaldo Jabor, do Fernando Pessoa, ou até de alguém que a gente não faz a menor idéia de quem seja.

Bom o fato é que esse texto era muito bacana, eu nem lembro mais do que se tratava porque depois li muitos textos desse autor. Para explicar como cheguei a esses muitos outros textos, vou contar essa experiência que foi muito casual e muito agradável para mim: coloquei o nome do tal autor no google (eu tenho paixão pelo google, sério) e acabei achando o blônicas, já falei do blônicas aqui, tem vários autores que escrevem crônicas, é ótimo.

Como todos sabem, uma coisa leva a outra e através do blônicas conheci muitos e muitos blogs na internet, um em especial que gosto bastante, o frankamente (http://www.frankamente.blogspot.com), uma mulher, a Lucia, que escreve sobre o cotidiano... sobre como as coisas simples da vida podem ser vistas por diversos olhares... Mas o mais legal mesmo é que eu descobri que tem um montão de gente que escreve suuuper bem na net, tem muito lixo é verdade, mas de vez em quando encontramos cada coisa, dá gosto de ver e eu que achei que tinha sobrado só uma dúzia de três ou quatro escritores bacanas no Brasil (é... andava meio decepcionada com isso).

Parabéns a todos os que gostei e até aos que não gostei porque estão escrevendo, e escrever é além de tudo, um ato de coragem!
P.S Ah sim blogosfera é o nome que a Lucia dá pro mundo dos blogs ;)

Monday, June 20, 2005

Um dia na Terra do Nunca

Esse fim de semana assisti um dos filmes mais lindos dos últimos tempos "Em busca da Terra do Nunca", delicado, alegre e comovente, além disso, sério mesmo, acho que o Johnny Depp é o melhor ator de Hollywood da atualidade, é imperdível!
Vi também "Batman Begins", é ótimo, o melhor de todos os "Batmans" gostei muito, me diverti com a história do defensor de Gothan Ctity também vale muito a pena, assistam!

Thursday, June 09, 2005

Se não têm pão, que comam brioches!

Caso tenham oportunidade, leiam a reportagem de capa da Carta Capital da edição de 06/06/05, talvez assim, nós, réles mortais, tenhamos capacidade de compreender como funciona a elite desse país... Não é errado ter dinheiro não, muito pelo contrário, ter grana no bolso é muito bom, principalmente quando passamos parte de nossa vida trabalhando para ter uma vida confortável, mas num país como o Brasil, uma palhaçada como a abertura da nova Daslu, só pode ser uma afronta a qualquer parâmetro de igualdade social... Isso para não citar os mensalões... Esse país definitivamente é uma piada... Mas tudo bem, até o próximo jogo entre Brasil e Argentina já teremos esquecido o assunto.
Para não passar em branco segue trecho da reportagem que retirei do site da Carta Capital (www.cartacapital.com.br)! Lembrando que não é o fato em si, mas o modo de pensar...

A DASLU NÃO FICA NA PRAÇA DA SÉ Inaugura-se o maior empório de moda e luxo do mundo, enquanto o Brasil é vice em má distribuição de renda, depois de Serra Leoa

Por Mino Carta

O acima assinado espera não receber desta feita as cartas queixosas, quando não agressivas, de leitores inconformados com a publicação em CartaCapital de reportagens dispostas a retratar momentos da sociedade brasileira. A alta, está claro. Há quem as tenha como prova de rendição ao estilo Caras, sem menoscabo de outras publicações do mesmo porte. Trata-se, de verdade, de retratos de uma porção significativa da elite nativa, de um grupo substancioso de donos do poder, como diria Raymundo Faoro. A elite da elite, soletra dona Eliana Tranchesi, timoneira, à margem do rio Pinheiros, da Daslu, o mais imponente complexo de luxo e moda do mundo. O qual, segundo dona Eliana, se curva. A Daslu está a inaugurar sua nova sede com festas retumbantes e torneios de refinamento e ternura. CartaCapital percebe a obrigação de relatar o evento no mesmo instante em que a economia promete um ano medíocre, para não dizer coisa pior, e o Brasil consegue ser vice-campeão mundial em má distribuição de renda, sobrepujado apenas e tão-somente por Serra Leoa. Entrevistada desta edição, dona Eliana confirma o pendor sociológico na identificação precisa (ou sintonia, se preferirem) com “hábitos, costumes, projetos, anseios, sonhos” do brasileiro. Talvez ela cogite de cidadãos acima da média, mas certo é, segundo a entrevistada, que “homem adora carros, lanchas, charutaria”, e muitos outros produtos oferecidos por seu empório versalhesco. Entregue a leituras aconselhadas por seu CEO, o Rubens, ela sabe que São Paulo tem largas razões para orgulhar-se da Daslu, monumento de elegância dedicada a um gênero de “venda intimista que não existe em outro lugar do mundo”. Pensem na Harrods de Londres. Loja “chata”. Muito chata, sem dúvida. Falta ali a acompanhante para cada freguês. Cicerone, guia, anjo da guarda. Algo assim como Virgílio está para Dante. Ah, sim, “o calor brasileiro” é o diferencial. A cordialidade, inconfundível atributo verde-amarelo. Na edição passada, o acima assinado falou no triunfo do lugar-comum neste mundo cada vez mais manipulável e manipulado. Multiplicam-se os crentes da cordialidade nativa, à qual Sérgio Buarque de Holanda se referia, a insinuar, sorrateiramente, a resignação. Que fui procurar na praça da Sé, centro de São Paulo, à sombra da anacrônica catedral gótica tão desejada pelos senhores da cidade? Cordialidade ou resignação? Achei, faz poucos dias, miséria, apocalíptica miséria. E a dolorosa decadência de área outrora palpitante, hoje habitada pelo povo em andrajos, em descalabro físico, vencido sem resistência e sem razão. Ali no meio, perfeitos, patéticos exemplos da humanidade dolente, a carregar o singular aviso de que compram ouro, platina, diamantes... A escravidão não acabou, sem que os 40 mil fregueses da Daslu se dêem conta disso. Este não é lugar-comum. Dona Eliana afirma: “O exemplo que a gente dá é muito bom”. Peço emprestada a palavra de Oscar Wilde: “As aparências não enganam”.